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SÍNDROME DO IMPACTO


05/04/2013

COMPLEXO DO OMBRO

 

A estrutura correspondente ao ombro não se resume a uma única articulação, mas se organiza morfologicamente em um complexo articular que possibilita diferentes ações, permitindo um grande grau de liberdade de ação dos membros superiores, sobretudo para ação ilimitada das mãos, no campo visual e fora dele. Por essa razão, devemos considerá-lo como um complexo articular que mantém relações de interdependência na busca das condições prioritárias da dinâmica articular: a mobilidade com estabilidade. A estabilidade é o principal aspecto do desempenho e da prevenção de lesões, constituindo um dos grandes desafios no processo de reabilitação. As ações dos membros superiores são de tal complexidade que a limitação ou a hipermobilidade, de qualquer natureza, de uma de suas articulações resultam em prejuízo funcional.

A SÍNDROME DO IMPACTO 

A Síndrome do Impacto ou lesão associada ao complexo do manguito rotador compõe as maiores queixas de dores no ombro. Ela é causada pelo atrito que ocorre nos tendões que movimentam o ombro. Este atrito ocorre entre dois ossos: o úmero e o acrômio. O impacto ocorre, principalmente, quando dormimos, trabalhamos com o braço acima da linha da cabeça ou, quando o abduzimos. Isso ocorre, pois, nessas situações, o espaço entre esses dois ossos é diminuído.

 
INCIDÊNCIA DAS PATOLOGIAS MAIS COMUNS
TENDINITE SUPRAESPINHOSO
60%
ARTRITE ACRÔMIO-CLAVICULAR
7%
OMBRO CONGELADO
12%
TENDINITE BICIPTAL
4%
RUPTURA MANGUITO ROTADOR
10%
OUTROS
7%
 
 MANGUITO ROTADOR
 

Um conjunto de quatro músculos é responsável pela formação do manguito rotador: subescapular, supraespinhoso, infraespinhoso e redondo menor com a presença de seus anexos musculotendíneos. Os músculos do manguito rotador são chamados de estabilizadores dinâmicos, enquanto a cápsula articular do ombro e o complexo do lábio são chamados de estabilizadores estáticos. Os músculos do manguito rotador agem em oposição ao deltóide e, embora sejam capazes de gerar torque, também causam depressão da cabeça do úmero.

TIPO DE ACRÔMIO: UMA CAUSA

 

A variação anatômica do acrômio pode intervir na intensidade da lesão. O acrômio tipo 1 é considerado “normal”, por ser mais achatado e liso. O tipo 2 é um pouco mais curvado com uma espécie de ponta para baixo e o tipo 3, em forma de gancho é mais lesivo, pois pode obstruir a passagem do tendão do supraespinhoso. Em uma elevação de 60 graus, por exemplo, já pode existir algum tipo de atrito nas estruturas envolvidas no espaço subacromial, por este ser bem estreito.

 

PRINCIPAIS CAUSAS

  • Compressão de tendões
  • Formação de osteófitos subacromiais
  • Osteoartrite da articulação coracoacromial
  • Perda funcional do Manguito Rotador por mecânica umeral alterada
  • Instabilidade do ombro e movimentos repetitivos
  • Capsulite adesiva
  • Bursa subacromial grossa
 
 
LESÕES MAIS COMUNS POR FAIXA ETÁRIA
 
FAIXA ETÁRIA
LESÕES
15 - 35 ANOS
TENDINITE E BURSITES

SÍNDROME DO IMPACTO (ESTÁGIO 1)

LUXAÇÕES / SUBLUXAÇÕES / ESTIRAMENTOS

35 - 50 ANOS
TENDINITES E BURSITES

SÍNDROME DO IMPACTO (ESTÁGIO 2)

OMBRO CONGELADO / TENDINITE CALCÁRIA

MAIS DE 50 ANOS

SÍNDROME DO IMPACTO (ESTÁGIO 2 e 3)

OSTEOARTRITE DAS ARTICULAÇÕES ACRÔMIO-CLAVICULAR E ESTERNO-CLAVICULAR

OMBRO CONGELADO
 
TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO

O tratamento conservador para Síndrome do Impacto envolve repouso e limitação de movimento, principalmente na fase aguda, e medicamentos anti-inflamatórios não esteróides, desde que respeitadas suas contraindicações. Pode-se ainda associar esses medicamentos aos miorrelaxantes.

A Fisioterapia é a terapêutica mais importante para o tratamento da síndrome do impacto do ombro. Após a abordagem Fisioterapêutica, recomenda-se a continuação do trabalho de fortalecimento com exercícios específicos e bem orientados por profissionais qualificados e especializados. 



Fonte: http://www.nbfit.com.br/arquivos/pdf/nbfit_sindromedoimpacto.pdf

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